Dar atenção a todos e esquecer de si mesma parece virtude — mas esconde uma dor profunda que precisa ser vista.
Ela acorda cedo. Prepara o café, cuida das crianças, resolve os problemas do trabalho, ouve as angústias das amigas, apoia o parceiro, liga para a mãe. No final do dia, está exausta. Mas quando alguém pergunta como ela está, ela diz: "Estou bem."
Porque parar para pensar em si mesma parece egoísmo. Porque as necessidades dela sempre ficaram por último. Porque aprendeu desde cedo que cuidar dos outros é o que a faz ser boa — boa filha, boa mãe, boa esposa, boa profissional.
Você se reconhece nessa mulher?
O padrão de cuidar de todos e esquecer de si mesma não surge do nada. Ele é aprendido — e muitas vezes premiado desde a infância.
A menina que "não dava trabalho", que era "tão madura", que cuidava dos irmãos, que consolava a mãe — ela foi elogiada por isso. E internalizou: quando cuido dos outros, sou amada. Quando peço cuidado, sou um fardo.
"Mulheres são ensinadas a se tornarem especialistas nas necessidades dos outros e analfabetas nas próprias."
Esse padrão tem um custo alto. Com o tempo, ele se manifesta como:
Preciso dizer isso com todas as letras: cuidar de si mesma não é egoísmo. É necessidade. É saúde. É amor — inclusive pelos que você cuida.
Você não consegue dar o que não tem. Uma mulher exausta, vazia, que se perdeu — ela não cuida com qualidade. Ela cuida por obrigação, por culpa, por medo. E isso todo mundo sente.
Não é uma virada imediata. Mas alguns passos podem começar a fazer diferença:
A psicoterapia é, entre outras coisas, um dos poucos lugares onde você pode chegar e ser você — não a mãe, não a esposa, não a profissional, não a filha. Só você. Com suas dores, seus desejos, sua história.
Você merece esse espaço. Você merece ser cuidada.
Se você sente que chegou a hora de dar um passo em direção à sua cura ou ao seu crescimento profissional, estou aqui para te acompanhar.
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