A autossabotagem não é falta de força de vontade. É um mecanismo inconsciente que protege o que você teme perder.
Você já chegou pertinho de algo bom — uma oportunidade, um relacionamento, uma conquista — e de repente fez algo que colocou tudo a perder? Atrasou, desistiu, brigou sem motivo, procrastinou até o prazo passar?
Se sim, você provavelmente já ouviu alguém dizer: "Você se autossabota." E talvez tenha concluído que o problema é falta de disciplina, falta de foco ou fraqueza de caráter.
Mas a psicanálise tem uma perspectiva muito diferente — e muito mais compassiva — sobre o que está acontecendo.
Para a psicanálise, a autossabotagem não é burrice, preguiça ou falta de vontade. É um mecanismo de proteção do inconsciente.
Sim — você leu certo. O inconsciente às vezes sabota o que parece bom porque, em algum nível profundo, aquilo representa uma ameaça. Uma ameaça ao que você acredita que merece. Ao que é familiar. Ao que é seguro.
"O inconsciente prefere o conhecido, mesmo que o conhecido doa. O desconhecido, mesmo que seja bom, assusta."
Parece contraditório, mas o sucesso pode gerar medo por vários motivos:
O primeiro passo é observar os padrões com curiosidade, não com julgamento. Pergunte-se:
Você não vai parar de se autossabotar só porque decidiu ser mais disciplinada. Isso não funciona porque o problema não está na consciência — está no inconsciente.
O que funciona é trazer à luz o que está operando nas sombras. É entender o que está sendo protegido. É ressignificar as crenças que fazem o sucesso parecer perigoso.
Esse é o trabalho profundo da psicanálise — e ele muda vidas. Não porque torna tudo fácil, mas porque te devolve o protagonismo da sua própria história.
Se você sente que chegou a hora de dar um passo em direção à sua cura ou ao seu crescimento profissional, estou aqui para te acompanhar.
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